quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Mar de belo



por maneco nascimento
“(...) E eis que é chegado o momento de encontrar outros olhares, tecer outras redes, desembocar em outras águas e embarcar em viagens ímpares com tripulações a cada noite, sempre embalados no mal-me-quer-bem-me-quer do cair das pétalas que fazem esse mar que nos quer.” (A Outra Companhia de Teatro)
O Teatro Estação recebeu, fechando sua programação lusófona, um mar de beleza e poesia transmutada para a cena em “Mar Me Quer”, montagem dA Outra Companhia de Teatro, de Salvador, da Bahia, em 27 de agosto de 2011, no horário das 23 horas.
Texto/Inspiração nas veias lingüísticas de Mia Couto e Natália Luiza, com Direção/Dramaturgia de Luiz Antônio Jr., Adaptação para carpintaria de cena de A Outra Companhia de Teatro e Assistência de Direção de Israel Barreto e Hayaldo Copque, o espetáculoMar Me Quertem cheiro de maresia e sabor de terreno lambido pelo sal das marés e memórias praieiras.
A Direção Musical de Marco França para o repertório apresentado vai se derramando e embalando as memórias contadas e recontadas, enquanto os intérpretes vão intercalando-se nas mesmas personagens.
A Cenografia de Lorena Torres Peixoto, com Assistência de Maurício Dominguez é prática, funcional e de integração poética nas relações das personagens enredadas.
A peça tem luz própria que assoma qualificável sustentação para as lâminas de AC Costa e Marcos Dedé. Os costumes, apresentados pelas costureiras Letícia Santos e Saraí Reis, arredondam as composições sobrepostas ao mapa cenográfico e se ampliam no contato com a Caracterização realizada por Luiz Santana e Catarina Rosa Campos.
Ainda estão na linha de frente ao resultado de “Mar me Quer” a Preparação Corporal de Fábio Vidal e a Preparação Vocal de Diana Ramos que fecham-se ao conjunto técnico com a Consultoria de Dramaturgia e Encenação de Fernando Yamamoto.
Há, na carpintaria dramatúrgica, um ambiente natural povoado de silêncios e ruídos de mares contados, tempos partidos e vidas reinventadas que se impõem à força de Mia Couto e sua literatura de identidade comum a qualquer universo conspirado.
As histórias contadas por Eddy Veríssimo, Luiz Buranga, Israel Barreto e Roquildes Júnior têm força de crédito às verdades estabelecidas na cumplicidade do ato dramático. Um equilíbrio de falas, pensamentos altos e diálogos interagidos por oralidades de corpos e signos capturam inflexões e digerem zelo e cuidado ao ato doMar Me Quer” traduzido.
Luarmina, Zeca, Avô Celestiano e Agualberto devassam mar de memórias, navegam no sonho de perdas e recuperações e lavam nas águas ora turbulentas, ora de desejo, as calmarias que escorrem pelas vagas das horas velhas, das têmporas do amor e das sombras e luzes da morte.
Um libelo cênico-poético, inspirado na obra de Mia Couto, apresenta-se na fórmula lúdica dA Outra Companhia de Teatro e forma nova impressão de ver as falas do autor na távola do teatro.
E como A Outra Companhia de Teatro aplica ao programa do espetáculo “(...) nos envolvemos com cirandas encantadoras, despetalamo-nos em cada objeto espalhado no quadrado nu, tingimos nossa memória com as cores marinhas da fantasia dos senhores da pesca, nos descobrimos flor, mar, lua, pássaro e barco... afinal: ‘os olhos de quem amamos são um barco’ (...)” (Idem).
A Outra Companhia de Teatro espalhou suas águas e terras deMar Me Querpelo 4º. Festival de Teatro Lusófono – FESTLUSO e deixou gosto de sal na boca e réstia de sol na memória do público presente às horas embaladas no “mal-me-quer-bem-me-quer do cair das pétalas” que fizeram esse mar que nos quis a todos tomar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O círculo de jaz



por maneco nascimento- ator e radialista
O Festival de Teatro Lusófono – FESTLUSO recebeu em sua programação para o Theatro 4 de Setembro, dia 27 de agosto de 2011, às 21 horas, a obra para cena de nova dança, fruto de criação de marcelo evelin/demolition inc./núcleo do dirceu, intituladaMatadouro”.
No programa apresentado ao público, a informação de que “(...) MATADOURO investiga o corpo como metáfora de um campo de batalha em que a luta travada entre o oficial e o marginal, entre a selvageria e civilidade, entre o território e o mundo globalizado, lança no espaço subjetivo e intermediário do “entre.” Nem lá, nem cá, o indivíduo avança na tensão entre seguir e desistir (...)”
O espetáculo visto se fecha em oito intérpretes, sete homens e uma mulher, numa variação para o mesmo tema em que a performance, durante mais de uma hora, se realiza em o grupo correr em circulo anti-horário. Estão em pelo e mascarados.
Em alguns momentos alguém se desloca do desenho do círculo de jaz e evolui na periferia do núcleo em particularidades do intérprete-criador.
Perseguem, os intérpretes, a trilha original de Franz Schubert, “Quinteto em C Maior”. O público sujeito à premeditada encenação da marca repetida, pareceu desconfortar-se, mas educadamente manteve-se no batente da casa armada pela manifestação da dança contemporânea.
A quebra do lugar comum, talvez em fuga do transe do ruminar das vacas cansadas nas tardes de agosto, licença poética de H. Dobal, ocorre quando um dos de rosto coberto “dá o dedo” para os céus, quem sabe em sinal de anarquia, ou metáfora desdenhosa à terra que lhe nega abrigo, logo a “luta” repetida.
Investigação emprestada de uma parte do romance Os Sertões, de Euclides da Cunha, o capítulo da Luta, deixa sinal de recepção extremamente ampla para os que melhor possam assimilar de primeira e também para os que precisariam, quem sabe, buscar na poeira levantada pelos pés dos guerreiros da terra seca, sinal difuso nas marcas invisíveis e abstratas.
Em busca de recuperação de terra confiscada, marcelo evelin/demolition in. núcleo do dirceu (assim mesmo, grafado em minúsculo na capa do programa da peça) parece debater-se para novos perímetros de ciência da cena em misturas e combinações para as quais as matemáticas ainda se fecham em aritmética de dois e dois fechando em cinco.
A dramaturgia forjada pelos foles de hefestos parece não se reconhecer como da mesma matéria que constrói todo mortal. De ansiosa disputa por reconhecimento divino e limites de propriedade concentrados em poder de ades e zeus de barro, o discurso de emblemas e signos e siglas deMatadouroacaba em forçosa manifestação da justiça pública.
E, ao contrário do “círculo de giz caucasiano” (Bertolt Brecht – 1944/EUA) em que Grusche abre mão de Miguel para não machucá-lo, protegendo-o da disputa de poder da rainha Natella Abaschvíli, as falas e oralidades corporais deMatadouroconspiram a um eufemismo da guerra de amor maternal que, ao tentar puxar os filhos para fora do círculo estabelecido por Azdak, acabam condenando-os ao círculo de jaz.
O estupefato silêncio da platéia, ao final da leitura contemporânea para "Os Sertões", visionada por Marcelo Evelin e traduzida emMatadouronão deixa dúvidas do propósito planejado para o diverso das recepções que poderiam variar entre o entorpecido, o atônito, o assombrado e o estarrecido da assistência presente.
Matadouro”, em cena lusófona no dia 27 de agosto de 2011, deu seu recado e demoliu a comodidade da cidade de Teresina que, sob olhar da nova dança praticada, pode até negar terra e mar aos de sentimentos e vaidades divinos, mas teve que, por princípio da educação de província, ficar até o fim do desmanche da Luta em Os Sertões de olhar eveliniano.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

TEATRO DE TÍTERES



Por maneco nascimento- Ator e radialista

Em sua política de aproximar não só línguas de mesmo tronco lingüístico, mas também linguagens diversas do ato de teatro produzido aqui e alhures, o Festival de Teatro Lusófono – FESTLUSO ganhou público para todas as idades ao confirmar João Andirá, de Curitiba, no Paraná, e seu fabuloso teatro de marionetes, títeres e outras vidas animadas.
Com “Antenor e o Boizinho Voador”, João Andirá possibilitou à cidade de Teresina uma aula de prazeres elementados na fantasia, no lúdico e uma nova ânima à assistência enlevada com a mágica simples e duradoura na memória de quem conviveu com os bonecos de sopro de vida alegre e riqueza de emoções transferidas do artista/manipulador para seres (in)animados.
Com apresentações realizadas, dia 25 de agosto de 2011, às 21 horas, no Theatro 4 de Setembro e dia 27 de agosto de 2011, às 18h30m, no palco do Teatro Municipal João Paulo II, “Antenor e o Boizinho Voadorganhou asas da imaginação e contagiou todas as almas em expectativas livres de envolver-se no mundo encantado de títeres.
Uma tenda comum; um vivo carregando o “morto” em as duas efígies do teatro; uma caixa de surpresas de onde surge a vida de encantos; um ator-contador de histórias que reinventa interações e “linka” a empatia do público ao aparelho de simplificadas magias à caixa cênica, terreno dos manipulados, e a polifonia das vidas ensejadas ao fantástico proposto.
A arte popular de mamulengos e títeres parece ter melhor sustentação no gesto apaixonado de quem domina a técnica. João Andirá e seu ofício andejam pela brincadeira com uma segurança invejável e para cada personagem trazida à cena, uma graça particular e um desejo incontido de sempre quebrar a quarta barreira da marca tradicional. Mérito alcançado, aparentemente, sem esforço.
Um menino sonhador que deseja ter seu boi voador; uma mãe quase gigante de amor para o filho e suas fantasias; um boizinho com decisões próprias, mas solidário com a fé fantasiosa de seu dono; um avô paciente; um macaco zuadento e esperto; pássaros falantes; desertos e rios desconhecidos e uma boa dose de mágica imaginação traduzem a fórmula muito eficaz por onde traqueja João Andirá.
As imagens e o texto popular enredam crianças e adultos para memórias inesquecíveis e risíveis do encantado mundo de  linguagens e falas para pequenos. “Antenor e o Boizinho Voador” segue uma linha tradicional da técnica de manipulação com interação direta com o manipulador em corpo e alma mimetizados.
Uma aula prática de eficiência e paixão pela arte de convencer que poderia ser melhor absorvida, com maior afã de integração, pelos profissionais específicos locais e ou artistas da cena de modo geral.
Quem perdeu as duas apresentações de João Andirá e seuAntenor e o Boizinho Voadorfica-se a dever nova oportunidade de aprender a aprender exercício prático e de beleza simplificada, doado por ator e sua metodologia coletivizados.
Parabéns ao FESTLUSO por flexibilizar oportunidades de encontros que integram culturas e línguas, linguagens e atos de cena diversos e deixam memoráveis alegrias em quem divide sua identidade artística com a cidade.
Evoé, aos artistas que levam consigo lembranças dos melhores ecos por cá repercutidos, as respostas do público presente ao Festival de Teatro Lusófono, e deixam na terra um pouco da diversidade de suas representações.





LÍNGUAS DIALOGADAS



O Teatro Extremo, de Almada, Portugal, em + uma investida no teatro sem fronteiras e reiterando a parceria festejada como o Grupo Harém de Teatro, brindou a cidade de Teresina com “Maria Curie*”, na programação do Festival de Teatro Lusófono – FESTLUSO, com duas sessões de espetáculo delicado e sóbrio para cenas e línguas.
Como texto russo original de Mira Michalowska e Encenação e Dramaturgia do paulista Sylvio Zibber, “Maria Curie” teve vida brilhante em palco local, em duas apresentações, uma no Theatro 4 de Setembro, dia 23 de agosto de 2011, às 21 horas, e outra no Teatro Municipal João Paulo II, dia 26 de agosto de 2011, às 18h 30m.
O Teatro Extremo, com prática de cena rica já provada pelos sítios de cá, também dessa vez não se deixou intimidar. Em enredo que reúne cenografia de um balcão – laboratório e escritório de uma jornalista narradora, vai-se sendo enleado numa costura da vida da cientista de nascimento em domínios russos e laboratório de experiências francês.
Um caminho de luz que recorta, com precisão dramatúrgica, os ambientes de passagem da cientista em seus percalços e glórias de incisiva decisão de estabelecer-se como gênio de sua área, detém a atenção do público mesmo para texto + narrativo, centrado na história da mulher duas vezes laureada com Prêmio Nobel, de Física (1903) e Química (1911).
Mais de uma hora de história bem contada. Monólogos e solilóquios dialogados para línguas aproximadas em voz segura e projeção refinada de Isabel Leitão. Atriz, de delicados pisares na cena e emoções detidamente econômicas, enleia o público por segurança concentrada e inflexões para detalhes de delicados deleites de refletir a alma da personagem expandida.
Tranquila e em sereno abraço da dramaturgia digerida, Isabel Leitão encontra em Sylvio Zibber, desenhador da cartografia desvendada na cena, uma leve e solta desenvoltura para narrativa histórica de memórias recolhidas que, caso não houvesse um detido cuidado e uma estética de bom conhecimento de palco, não garantiria a fuga do enfadonho e do recurso, por vezes, didático.
um equilíbrio para balança da química profissional manipulada e uma devida atomização para físicos e maturos desembolsos de corpo contador da história que, para ensaios de resultados testados, reorienta a física da encenação sem perder a experiência para o lúdico e o fantástico do teatro e ciência combinados.
A música pesquisada que ilustra a trajetória de montagem àMaria Curiepreenche as veias e canais da matéria celebrada em que a verdade nuclear transforma-se em “mentira” premeditada para requintados efeitos da arte de fingir. Isabel Leitão traqueja com liberdade de maturidade de intérprete e encontra porto seguro no mapa do diretor da encenação.
Texto e história de personagem polaca, memórias de França e outras praças, encenação e dramaturgia de diretor paulista, interpretação de atriz portuguesa, palco de representação piauiense e cena de identidade lusófona.
Uma elaborada experiência para respostas diversas e aplicações acertadas.
+ uma vez o Festival de Teatro Lusósofo – FESTLUSO confirma safra a vinho com sabor agradável. Harém de Teatro e Extremo de Teatro reafinam lingüística de cena ampliada e reiteram arte de conhecimento e aproximação para sítios de Portugal, África e + terras abraçadas para oralidades sem tradução.
Serviço: Marie Curie, nome assumido após o casamento por Maria Skłodowska, (Varsóvia, 7 de Novembro de 1867 — Sallanches, 4 de Julho de 1934) foi uma cientista polaca que exerceu a sua actividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes[1] com um Prémio Nobel, de Física, em 1903 (dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenómeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio. (Wikipédia, a enciclopédia livre. acesso 29.08.2011, às 11h40m)
Por Maneco Nascimento - Ator e Radialista

domingo, 28 de agosto de 2011

Último dia de FestLuso!

O FestLuso está chegando ao fim, mas ainda há programação. O Grupo Harém de Teatro, anfitrião do festival, apresenta neste domingo às 17h, no Theatro 4 de setembro, o espetáculo infantil "O príncipe da floresta", livremente inspirado no clássico "O pequeno príncipe".
Entrada franca!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Programação desta sexta (26) nos teatros

Às 18h30, "Marie Curie" (Teatro Extremo -Portugal), no Teatro Municipal João Paulo II.
Às 21h, "Desabafo" (Companhia Craq’ Otochd - Cabo Verde), no Theatro 4 de Setembro.
Às 21h e às 23h, "Pai e Filho" (Pequena Companhia de Teatro - São Luís), no Teatro Estação


Lembrando que a entrada de toda a programação do FestLuso é gratuita. Para os espetáculos dos teatros 4 de Setembro e TMJP2, os ingressos devem ser retirados nas bilheterias. A lotação do Teatro Estação é limitadíssima (aproximadamente 40 lugares), portanto vale chegar com antecedência.



Crítica - "Olímias"


O ator e gestor cultural Maneco Nascimento publicou em seu blog, no Portal Vooz, uma crítica ao espetáculo que abriu o FestLuso na última segunda-feira. Confira:


“Olimias”, adaptado por Hilário Belson, do livro homônimo de Adriano Botelho de Vasconcelos, inicia-se quase como ritos tribais à força da própria cultura que alimenta a cena produzida. Corpos expressivos, dançantes em movimentos singulares e concentrados na energia de tônus medidos, vão desenhando a alegria, angústia e tragédia de inconsciente anunciada.

Um triângulo amoroso vai se delineando sob protestos de um quarto elemento, o velho feiticeiro, o bêbado e louco aos olhos da juventude questionada. Texto de variante entre poético-filosófico, criativo, político e de memória afetiva localizada. Dois jovens rapazes disputam a paixão/amor de uma mulher.


Do release se extrai que “Olimias” é a história de três filhos gerados por uma trama de amor e ódio, criada por pai infiel, fazendo cair uma maldição sobre os rebentos Nguxi, Ndundi e Olimias.

A personagem do pai, Tibas, anuncia “da catedral sairá uma filosofia descalça, que vai escolher-vos com seus melhores discípulos porque levam entre mãos uma guerra que lhe podem emprestar”.

Quando a disputa vira guerra, o pai interfere e confessa a paternidade, gerando a “morte” da vida já confusa das personagens. Os símbolos cenográficos já antecipam local em que se desenrola a tragédia, um cemitério ora à margem de suas existências, ora lugar comum ou cova aberta a receber o resultado da constatação da maldição familiar.

A Cia. de Teatro Dadaísta reúne elenco de emoções em contenção, especialmente na manifestação masculina. Simão Paulino (Nguxi) e Aurio António Pereira Quicunga (Ndundi) têm uma desenvoltura corporal de movimentos medidos. Cilana de Fátima da Silva Manjenje (Olimias) também desenvolve uma performance eficaz, de quase dança nova com pés na tradição cultural felicitada.

Hilário Belson (Tibas – o velho) varia comodamente entre a estranheza de maquiagem e corporificação da personagem e a graciosidade festiva da memória da dança d’África.

Teatro de 90 minutos, com Direção Geral de Fernando de Andrade José e Encenação de Hilário Belson, apresenta um empertigado exercício centrado muito no texto e com um cuidado nas falas e inflexões emocionais distribuídas às personagens desdobradas na boca e corpo dos intérpretes.

Cenografia, Iluminotécnica, Sonoplastia e Figurinos assinados por Sidónio António estão dentro do enredo pensado. A iluminação tem característica, por vezes, fortuita e nervosa em delineio, talvez, do perfil psicológico das personagens. 

Até pelo menos os primeiros 60 minutos o espetáculo tem vida equilibrada, depois vai desabando em dramalhão e torna-se de um denso desnecessário, quase um excesso de gordura saturada.

Depois do excesso de drama, como em cultura ancestral volta-se à festa derramada de alegria e oralidades corporais leves e de característico ascendente e luminar. “Olimias” e a Cia. de Teatro Dadaista, cumprem a cena e vendem seu peixe com dignidade de quem conhece o ato de identidade artística e cultural. 
Lei a matéria original aqui.

Daqui a pouco tem teatro de rua!

Quer programação para o fim de tarde? O FestLuso tem!

Hoje, às 17h, tem espetáculo de rua no pátio do Teatro Municipal João Paulo II, no Dirceu. A peça  "Dona Flor e seu único futuro marido" conta a história de Dona Flor, uma solteirona que deseja muito se casar e passa dias sonhando com seu príncipe encantado; porém o único pretendente que lhe aparece a cinco anos seguidos é o pobre Caburé. 



Caburé é um senhor de idade que nunca desiste de pedir a mão de Dona Flor em casório, mas ela não dá o braço a torcer e apronta poucas e boas com ele para assim poder fugir do tal casamento. O texto é inspirado na obra de Jorge Amado, Dona Flor e seus dois maridos, com encenação voltada para todas as idades. Só vendo para conferir o desenrolar desta história!


Oficina de formas animadas


Dica aos realizadores de festivais

Estão abertas as inscrições para o edital Oi Patrocínos 2012. Parceira do FestLuso desde a primeira edição, a Oi tem novidades para o ano. As propostas devem ser enviadas até o dia 5 de setembro. Confira mais informações aqui.






quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pela primeira vez, FestLuso recebe espetáculo de formas animadas


Esta quinta-feira (25) é dia de novidade na programação do FestLuso. Pela primeira vez, em quatro edições, o festival recebe um espetáculo de formas animadas. O cearense radicado em Curitiba João Andirá apresenta “Antenor e o Boizinho Voador” a partir das 21h no Theatro 4 de Setembro.



O pequeno Antenor parte em busca do sonho de voar, com seu amigo boizinho Surubim, conquistando espaços e estrelas, enfrentando perigos e encontrando personagens deste mundo fantástico, como o macaco caxinguelê e a ave advinha. O sonho continua no amanhã e na alegria de perceber-se criança que brinca e que constrói seu próprio mundo.

A noite de espetáculos do festival começa com a apresentação da peça angolana “Olímias”, às 18h30, no Teatro Municipal João Paulo II. “Olímias” abriu o FestLuso na segunda apresentando-se no 4 de setembro.

Para fechar o 4° dia de evento, a Pequena Companhia de Teatro, de São Luis (MA), encena “Pai e Filho” no Teatro Estação às 23h. O espetáculo relata como relações brutas de submissão e poder são dissecadas, contrabalanceando os dois profundos protagonistas. O mote utilizado é a obra de Franz Kafka, Carta ao Pai.




Depois de muito teatro, samba rock com ThereGroove no Espaço Cultural Trilhos. A partir de meia noite a banda toca o que há de melhor no cenário nacional.



Patrocinado pela Oi e Oi Futuro, o FestLuso 2011 tem apoio do Governo do Estado do Piauí, Prefeitura Municipal de Teresina e Fundac, através do Siec. Todas as atrações do festival são gratuitas e os ingressos para os espetáculos dos teatros João Paulo II e 4 de setembro deve ser retirados 1 hora antes do início.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Espetáculo de rua e show com Validuaté marcam terceiro dia de FestLuso


Nesta quarta-feira (24), a programação do FestLuso 2011 chega ainda mais perto do público. Às 17h, a Praça Pedro II recebe o primeiro espetáculo de rua desta edição. O baiano “Remendo Remendó”, d’ A Outra Companhia de Teatro, promete encantar e divertir os espectadores.




A história da peça se passa numa pequena cidade do interior quando o prefeito organiza um festival de contadores de histórias. Ele reúne as melhores mentes da região como: seus filhos, a extrovertida Porcia e o intelectual Corisco, o sábio senhor Firmino e o divertido Alexandre, que se desdobram contando suas melhores histórias numa disputa pelo prêmio.



Na sequência, às 18h30, a companhia cabo-verdiana Craq’ Otochd se apresenta no Teatro Municipal João Paulo II. Pela primeira vez no Brasil, o grupo apresenta o espetáculo “Desabafo”, que estará também no Theatro 4 de Setembro na próxima sexta-feira (26).



Às 21h, a programação retorna para o centro da capital com a peça “Cinza sobre as mãos”, de Moçambique. O grupo de teatro Lareira já conta com duas participações no festival sempre com montagens que retratam problemas e aflições da sociedade contemporânea moçambicana. Logo depois, “Meu último amor acabou antes de ontem” (Grupo Humanitas de Teatro – Timon) é a atração do Teatro Estação às 23h. Para encerrar a noite, a já consagrada banda piauiense Validuaté se apresenta no Espaço Cultural Trilhos. 

Todos os espetáculos e shows do FestLuso são gratuitos. Nos teatros TMJPII e 4 de Setembro os ingressos podem começar a ser retirados nas bilheterias 1 hora antes das peças.

A 4ª edição do festival tem patrocínio Oi e Oi Futuro e apoio do Governo do Estado do Piauí, Prefeitura Municipal de Teresina e Fundac, através do Siec.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Segunda noite de FestLuso terá espetáculo português e lançamento de livro


Mantendo o modelo descentralizado de atividades dos anos anteriores, o FestLuso, em sua segunda noite, contará com intensa programação em diversos pontos da cidade. Serão três espetáculos e um lançamento de livro para fechar a terça-feira.

Às 18h30, o Teatro Municipal João Paulo II receberá a comédia “Apareceu a Margarida”, do grupo piauiense Mosay. Às 21h, a companhia portuguesa Teatro Extremo apresenta “Marie Curie”. No espetáculo, Mary Mattinglej Melonej é uma jornalista americana que fascinada pela personagem de Marie Curie resolve conhecê-la e entrevistá-la. Apesar de Marie Curie ter aversão aos jornalistas, aceitou ser entrevistada por ela várias vezes, revelando a sua vida e a sua obra, tal como, as circunstâncias em que o elemento rádio foi transportado dos Estados Unidos da América para a França e mais tarde para a Polónia. A última peça do dia fica por conta do grupo timonense Indigentes de Teatro com a montagem “ Sol Sanguíneo”, que será apresentada às 23h no Teatro Estação. 



Depois do passeio dramatúrgico pela lusofonia, o FestLuso abre espaço para a literatura. O dramaturgo argentino Marcelo Flecha, radicado no Maranhão, lança em Teresina a obra “Cinco Tempos em Cinco Textos”, com espetáculos de sua autoria. Será lançado ainda  segundo número da revista “Roda de Poesia e Tambores”. Os dois eventos acontecem no Espaço Cultural Trilhos a partir de meia noite.

Patrocinado pela Oi e Oi Futuro, o festival conta com programação inteiramente gratuita. O público deve retirar os ingressos na bilheteria antes de cada espetáculo. O FestLuso tem apoio da Prefeitura Municipal de Teresina, Governo do Estado do Piaui e Fundac, através do Siec.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Alguns avisos de última hora

Lusófonos que acompanham o blog e o festival, algumas informações/alterações:


1- As vagas para as oficinas do festival estão ESGOTADAS. No momento, estamos fazendo um cadastro reserva caso haja desistência. Se houver interesse, entrar em contato no (86) 3223-2325.

2- A abertura vai acontecer às 20h30 no THEATRO 4 DE SETEMBRO. A solenidade, que estava marcada para o Clube dos Diários, foi deslocada para maior conforto do público. Logo em seguida, às 21h, o espetáculo "Olímias" abre a maratona dos próximos dias.

3- A oficina "Teatro de Formas Animadas", que seria realizada no 4 de Setembro, agora será no Galpão 2 do Espaço Cultural Trilhos, esquina das avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim.


Agora é só aproveitar. A todos, um bom festival!



sábado, 20 de agosto de 2011

Abertura do FestLuso 2011

Estão todos convidados.





Espetáculo angolano e show no Trilhos marcam a abertura do 4° FestLuso


Nesta segunda-feira (22), os teatro de Teresina abrem portas e cortinas para os espetáculos do 4° FestLuso (Festival de teatro Lusófono). A abertura do evento acontece às 20h30 na Galeria do Clube dos Diários, seguida por espetáculo no Theatro 4 de Setembro.
 
A companhia angolana Dadaísmo será a primeira a se apresentar na programação do festival. A peça “Olímias” trata de assuntos como violência doméstica e infidelidade no contexto da sociedade luandense, mas sem deixar de contemplar a realidade de outros países. No texto, dois irmãos entram em conflito ao se apaixonarem pela mesma mulher.




Depois da atração, a programação segue com a comédia piauiense “Apareceu a Margarida”, às 23h no Teatro Estação. Para fechar a noite, show com Amarelo Cajuína no Espaço Cultural Trilhos a partir de meia noite. 

Até o próximo dia 28, o festival contará com espetáculos diários também no Teatro Municipal João Paulo II e em praças da cidade, além de oficinas gratuitas.

Idealizado e coordenado pelo Grupo Harém de Teatro, o FestLuso tem patrocínio Oi e Oi Futuro e apoio do Governo do Estado do Piauí, Prefeitura Municipal de Teresina e Fundac, via Siec.